segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Mistérios do Antigo Egito - Tutankamon
MÉDICO APONTA NOVA TEORIA PARA MISTERIOSA MORTE DO FARAÓ TUTANKAMON

O cirurgião Hutan Ashrafian, especialista do Imperial College de Londres, realizou uma minuciosa e detalhada pesquisa para identificar certas características patológicas de uma série de faraós do Egito que resultou em uma nova teoria sobre a causa da misteriosa morte de Tutankamon, o faraó adolescente que morreu por volta de 1325 a.C.

De acordo com ele, Tutankamon teria morrido vítima de epilepsia. Ele acredita que o faraó e seus antecessores sofriam da doença que se origina no lóbulo temporal, que gera liberações de hormônios e intervém no desenvolvimento sexual. Esta é uma característica hereditária e também explica porque os homens desta família, incluído o próprio Tutankhamon, possuíam características andróginas como coxas grossas e seios proeminentes. Até então sua morte era atribuída a doenças contraída como malária e lepra.

Além disso, de acordo com o médico, este tipo epilepsia pode causar alucinações, quando o paciente é exposto a luz solar, o poderia explicar a recorrência de "pontos de vista religiosos" experimentado por sucessivos faraós da dinastia. Segundo Ashrafian, essa hipótese supera as anteriores, uma vez que é a primeira vez que é levado em consideração os registros familiares e não somente o histórico individual do faraó.

Tutankamon - A múmia mais famosa

Tutankamon, também conhecido como o “Faraó Menino”, nasceu em 1336 a.C e morreu em 1327 a.C. Foi faraó do Egito Antigo entre os anos de 1361 e 1352 a.C. Era filho do faraó Akhenaton.

Ainda existem muitas dúvidas sobre a vida de Tutankamon. Foi o último faraó da 18ª dinastia. Durante seu curto período de governo, levou a capital do Egito para Memphis e retomou o politeísmo, que havia sido abandonado pelo pai Akhenaton. 
No que diz respeito à causa da morte do faraó alguns afirmam que Tutankamom morreu vítima de assassinato com uma forte pancada na cabeça, porém em janeiro de 2005 a múmia foi retirada do seu sarcófago no túmulo do Vale dos Reis, tendo sido alvo de um exame no qual se recorreu à tomografia computadorizada (TC). Este exame, que teve uma duração de quinze minutos, gerou 1700 imagens.

Os novos exames descartaram a hipótese de morte por assassinato. O rei era um jovem saudável, tendo talvez falecido vítima de complicações associadas a uma fratura da perna direita provocada durante uma sessão de caça. Quanto ao osso encontrado no crânio julga-se que foi provocado por um erro durante o processo de embalsamento do corpo.
Em maio de 2005, egípcios, franceses e americanos reconstituíram sua face a partir de imagens de tomografia computadorizada. O rei Tut - como foi apelidado - era dentuço, tinha a parte posterior do crânio estranhamente alongada e o queixo retraído.
A importância atribuída para este faraó está relacionada ao fato de sua tumba, situada numa pirâmide no Vale dos Reis, ter sido encontrada intacta. Nela, o arqueólogo inglês Howard Carter encontrou, em 1922, uma grande quantidade de tesouros. O corpo mumificado de Tutankamon também estava na tumba, dentro de um sarcófago, coberto com uma máscara mortuária de ouro. O caixão onde estava à múmia do faraó também é de ouro maciço. 

Na tumba de Tutankamon foram encontradas mais de cinco mil peças. Entre os objetos estavam jóias, objetos pessoais, ornamentos, vasos, esculturas, armas, etc.
Durante a escavação da tumba de Tutankamon, alguns trabalhadores da equipe morreram de forma inesperada. Criou-se então a lenda da "Maldição do Faraó".

Na parede da pirâmide foi encontrada uma inscrição que dizia que morreria aquele que perturbasse o sono eterno do faraó. Porém, verificou-se depois que algumas pessoas haviam morrido após ter respirado fungos mortais que estavam concentrados dentro da pirâmide. 

Confira algumas imagens:

Hatshepsut, a Primeira Faraó Mulher do Egito
Nascida em Tebas, capital do Egito durante o Império Novo, Hatshepsut foi a filha mais velha do rei Tutmés I e da rainha Amósis, e viveu durante a XVIII dinastia egípcia. Após a morte do seu pai, Hatshepsut casou-se com seu meio irmão e herdeiro do trono, Tutmés II, seguindo um costume que existia no Antigo Egito onde membros da família real se casavam entre si. Com a morte de Tutmés II, o único herdeiro homem erá o filho dele com uma concubina, porém por ser apenas uma criança ele não pôde assumir o poder.

Hatshepsut assumiu o poder e no começo de seu reinado não exigiu as regalias reservadas aos faraós, que eram governantes e sacerdotes da religião local. Aos poucos foi testando seu poder, para ver até onde iam os limites impostos pela sociedade egípcia às mulheres, pois almejava o posto de faraó. Hatshepsut, então declara publicamente ser filha do deus Amon-Rá, que se apresentara à sua mãe como Tutmés I. Nos templos de Deir el-Bahari e de Amon-Rá ela consolidou seu poder real através de sua paternidade espiritual diante das pessoas mais importantes do Egito, pois Amon-Rá lhe teria confiado o Egito pelo consentimento dos deuses, assim como seu pai carnal lhe teria escolhido herdeira do trono. Hatshepsut passa a governar o Egito, deixando de ser regente para transformar-se em faraó.


A princípio, os sacerdotes não estavam de acordo com a proclamação de Hatshepsut como faraó, mas logo aceitaram a ideia. Provavelmente, o teriam feito pelo temor ao deus Amon e devido às riquezas que recebiam da coroa. A rainha realizava muitas doações ao clero, o que alimentava suas mordomias. Além disso, eles acreditavam que as decisões dela satisfaziam ao deus venerado e, caso não fossem cumpridas, ele jogaria pragas no Egito e acabaria com as colheitas. O período de prosperidade e tranquilidade da época fortaleceu o pensamento de que a rainha decidia corretamente.

Nas paredes do templo funerário de Hatshepsut, em Deir el-Bahari, está representado o episódio que relata a concepção e nascimento da rainha-faraó.

Capela vermelha de Hatchepsut em Karnak.
A mãe de Hatshepsut, Ahmose, encontra-se no palácio real. O deus Amon-Ra observa-a e, depois de consultar um conselho composto por doze divindades, decide que chegou a altura de gerar um novo faraó. O deus toma a aparência do rei Tutmés I, encontrando-a no quarto adormecida. A rainha acorda ao sentir o perfume que emana do corpo do esposo e o Deus Amon-Rá se mostra em toda sua plenitude, Ahmose, cai aos prantos em emoção pela grandiosidade do Deus. O casal une-se sexualmente e depois Amon-Rá informa que a filha que nascerá da união dos dois, governará o Egito em todas as esferas de poder do palácio.

Após sua morte, aos 37 anos e com 22 anos de reinado, Tutmés III subiu ao trono do Egito. Hatshepsut foi enterrada na tumba KV20.


Templo de Hatshepsut

Assassinato de Imperador Júlio César

PESQUISADORES DESCOBREM LUGAR EXATO DO ASSASSINATO DO IMPERADOR JÚLIO CÉSAR


Um dos assassinatos mais famosos da história teve um crucial detalhe desvendado por pesquisadores do Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC). Eles descobriram qual teria sido o lugar exato da morte do imperador Júlio César, esfaqueado no ano 44 a.C. Na ocasião, ele teria dito a famosa frase “Até tu, Brutus, meu filho?”. A pergunta caiu no uso popular e virou sinônimo de traição, já que Júlio César foi vítima de uma conspiração de outros senadores e do seu próprio filho.

A equipe de pesquisadores descobriu um bloco de concreto de cerca de três metros de largura por dois de altura. A estrutura teria sido colocada ali por ordem de Otávio Augusto, filho adotivo e sucessor de César, para marcar onde o pai presidiu a sua última sessão do Senado e onde foi assassinado. Com isso, o general foi morto no centro da parte inferior da Cúria de Pompeu, enquanto presidia, sentado numa cadeira, a reunião do senado.

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