segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017



A civilização egípcia Egito Antigo cresceu às margens do Rio Nilo, ao Nordeste da África, por volta de 3000 a.C. A sociedade desenvolveu-se a partir da organização de clãs que há muito se firmaram às margens do rio com propósito de plantar e criar animais. Outras evoluções foram promovidas, como escrita, a religião, arquitetura, um governo centralizado, desenvolvimento da agricultara e algumas ciências.
Essa civilização passou por diferentes fases, na primeira o Egito era dividido em Alto Egito e Baixo Egito, na segunda fase os dois se juntaram, formando um só governo. Depois da centralização, passou a ser governado por várias dinastias. Mais ao fim da Império, sofreu invasões de outros povos, o mais importante foi o domínio Romano no fim da Antiguidade Clássica.
Foi uma das primeiras sociedades a se auto documentar, através das artes, da escrita, das práticas religiosas deixando um legado de muitos mistérios a serem desvendados. Os faraós e sua origem mística fascinam muitos estudiosos até hoje, principalmente figuras importantes, como Cleópatra, que marcou um tempo e deixou sua história se propagar pelos séculos.
A influência dessa sociedade está em muitas áreas do conhecimento atual, como a matemática, a química (por conta das técnicas de mumificação), a agronomia, engenharia e as artes. Ou seja, o desenvolvimento que os egípcios adquiriram refletiu em outras culturas que tiveram contato com eles e propagou-se até nossos tempos.

Localização Geográfica

A localização geográfica do Egito Antigo se limita as áreas próximas ao Nilo que se encontram entre os desertos da Arábia, ao leste, e da Líbia, a Oeste. Ao Norte encontra-se o Mar Mediterrâneo, onde deságua o rio Nilo. O ciclo de cheia desse rio, que acontecia de acordo com as estações do ano, determinou o tipo de cultivo na agricultura praticada.

Durante o verão, que acontece de junho a setembro, ocorriam as cheias, que invadiam os vales e deixavam aluviões no solo (sedimentos muito férteis). Depois que a água recuava no início de outubro era hora de semear a terra e começar o cultivo de alimentos durante o outono.
Ao longo do Nilo havia duas regiões, o Delta, conhecido como Baixo Egito e o Vale, Alto Egito. Em ambas foram construídas sociedades com base no parentesco, as chamadas gens. Essas comunidades baseavam-se na agricultura e a criação de animais. Com o passar do tempo cada pequeno clã foi se agrupando e formaram pequenas sociedades urbanas, os nomos. Cada nomo era uma cidade independente, os integrantes exerciam um tipo de trabalho coletivo, baseado principalmente na construção civil, construíam canais e reservatórios de água com o intuito de facilitar a irrigação nas plantações.
Com o tempo a produção dos nomos começou a exceder, o que gerou outro tipo de desenvolvimento econômico baseado em trocas de mercadorias entre essas cidades, esse novo estágio gerou uma evolução cultural, desenvolveu-se a escrita, os famosos hieroglifos. A maneira de governar também mudou, nesse momento quem governava era chamado de rei e pertencia a uma família com privilégios. Por causa dessa aproximação econômica entre os nomos foram acontecendo deles se fundirem por conquistas políticas ou tratados e dessa forma foram transformando-se em reinos maiores que ficaram conhecidos como Baixo Egito e Alto Egito, ao norte e ao sul, respectivamente.
Mais tarde, esses dois reinos foram unificados sob o comando de Menés, que depois tornou-se o faraó do Egito, comandando todo o território. Supostamente Menés idealizou a construção de uma nova capital para o Egito unificado, Mênfis, que foi seu grande legado. Não se sabe ao certo, mas é possível que ela tenha sido erguida entre o Alto e Baixo Egito. O governo de Menés subjugou a autonomia dos nomos e de seus líderes, que tornaram-se meros governadores do faraó. A partir daí teve início a Era Dinástica do Antigo Egito.

O Período dinástico foi de grande importância, é nele que foram construídas as pirâmides, é quando se constata o maior crescimento econômico do Egito e também a expansão de suas terras. A unificação deu poder absoluto para os faraós. A monarquia era teocrática, ou seja, o faraó era respeitado e adorado como uma divindade, ele e seu governo eram sagrados. Ele não era só um chefe administrativo, era também chefe religioso, militar e juiz supremo.
A primeira fase, foi chamada de Antigo Império, o início foi marcada por prosperidade e os governantes mais poderosos foram Queóps, Quefrén e Miquerinos. Eles pertenciam a quinta dinastia, a família mais importante do Egito até então, seguindo uma tradição que havia começado antes, foram os responsáveis pela construção das pirâmides de Gizé, usadas para abrigá-los depois da morte. Esse período de prosperidade teve fim depois de uma série de revoltas organizadas pelos administradores dos nomos, que queriam enfraquecer o poder dos faraós. O resultado foi uma guerra civil que desorganizou toda a sociedade egípcia e provocou enormes mazelas.
Os nobres do Alto Egito uniram força através da figura do faraó e reconquistaram o poder no Egito, para tentar controlar a situação de caos que viviam. Depois que os trabalhos coletivos foram retomados na sociedade e as classes mais baixas adquiriram alguns direitos (como ingressar no exército), a situação econômica se estabilizou, as doenças diminuíram e os conflitos foram finalmente combatidos. Esse período é conhecido como Médio Império.
O crescimento territorial foi muito grande nesse período, os egípcios conseguiram conquistar a Núbia e a Palestina, o que trouxe mais riquezas, pois lá encontraram metais preciosos como ouro e cobre. Esse novo período de prosperidade atraí as tribos hebraicas, que migram para o Egito. Mas eles não são os únicos a chegar, um povo nômade vindo da Ásia, invadiu o Egito e conseguiu conquistá-lo e o principal motivo foi sua sua superioridade militar em relação aos egípcios. Os hicsos, como são conhecidos, lutavam montados em cavalos e possuíam enorme potencial em tecnologia de guerra que o exército egípcio não tinha, dessa forma eles instalaram-se no Delta do Nilo e assumiram o controle, subjugando o poder dos faraós e colocando fim a esse período.
O Novo Império ocorreu depois da expulsão dos hicsos do Egito. Com maior força militar, desenvolvida por influência dos próprios invasores, os egípcios conseguiram se unir e reconquistar o território novamente. Depois que o poder foi recuperado, começaram novamente uma expansão das fronteiras chegando até a Mesopotâmia. Assim como o território, o comércio também cresceu, chegou até a Ásia e atravessou o Mediterrâneo. Fizeram dos hebreus, que habitavam o Egito, escravos em suas obras de reconstrução. Porém, mais tarde, o movimento de libertação, liderado por Moisés, promoveu a retirada deles do local.


A nova centralização do poder nas mãos do faraó permitiu a Amenófis fazer uma reforma religiosa, transformando o politeísmo em monoteísmo, para controlar o poder dos sacerdotes que ameaçavam fazer uma revolta. Depois de Amenófis, o governo de Tutancâmon permitiu que os templos dos deuses politeístas fossem abertos novamente e considerou legal as práticas religiosas derrubadas por seu pai. Já sob a liderança de Ramsés II, os egípcios sofreram ameaças de invasão, mas conseguiram vencer algumas batalhas para evitar a conquista de outros povos.
O fim do Novo Império deu-se por causa dos conflitos entre os monarcas e o poder religioso dos sacerdotes, que Amenófis tentou evitar. Além desses conflitos, a classe de camponeses também se rebelou contra os tributos abusivos e o estado de miséria em que viviam em contradição a vida de luxo que os chefes de estado tinham. Dessa forma, o poder dos faraós foi descentralizado novamente, o Egito foi dividido em Alto e Baixo Egito, enfraquecendo o governo e deixando o país suscetível a invasores estrangeiros.
A decadência do Egito foi acontecendo gradativamente, depois de livrarem-se dos assírios e tentar erguerem-se econômica e culturalmente, foram dominados pelos persas, que por sua vez, perderam o poder do Egito para os macedônios, sob o comando de Alexandre, O Grande.
Depois de virar uma colônia macedônica, foi fundada no Delta do Nilo a cidade de Alexandria, em homenagem ao grande conquistador da Macedônia. Tornou-se uma cidade cosmopolita e muito importante politica, econômica e culturalmente, onde disseminava-se a cultura grega. Em 30 a.C, é a vez dos romanos, depois da derrota da rainha Cleópatra na batalha do Ácio contra o exército de Otávio Augusto, o Egito torna-se mais uma terra anexada ao Império Romano e assim permanece até ser conquistado pelos Árabes em 642 d.C
.
Quem foi Cleópatra?

Cleópatra foi a governante mais famosa do Egito. De ascendência grega, foi a última rainha da dinastia Ptolomaica, que se instalou em Alexandria depois da conquista do Egito por Alexandre Magno. Ela era filha de Ptolomeu XII, um governante relapso que deixou o Egito nas mãos de Cleópatra e seu irmão mais novo Ptolomeu XIII, depois de sua morte. Para assumir o poder, Cleópatra casou-se com seu irmão, que na época tinha apenas quinze anos, enquanto ela, tinha dezoito. Para conseguir apoio ela começou a fazer contato com governantes de Roma, que naquela época começava a se tornar uma nova potência. Sua atitude foi interpretada como traição e por isso Cleópatra teve de fugir para não sofrer fortes represálias.
Ela era uma rainha preparada, muito inteligente e conseguiu, através de uma ótima diplomacia, aliados para se manter no poder durante muito tempo. Quando sua primeira tentativa com Pompeu fracassou, Cleópatra viu em Júlio César uma salvação, e ao procurá-lo teve mais do que apoio político, os dois iniciaram também um romance. O fato de Cleópatra ter se tornado amante de César foi vantajoso para ela, com o apoio de Roma ela pôde derrotar o irmão Ptolomeu XIII e ficar no poder. O filho que nasceu da união entre os soberanos de Roma e do Egito, Ptolomeu XV, não foi declarado herdeiro do governo romano, mas deu um trunfo a sua mãe enquanto César era vivo, o apoio militar e político de Roma.
Após a morte de seu segundo irmão, com quem também havia se casado, o filho de Cleópatra é nomeado regente, dessa forma, novamente, Cleópatra governa o Egito em nome de uma segunda figura. Como Júlio César já havia sido assassinado, Cleópatra busca o apoio de Marco Antônio, que era governante da parte oriental de Roma. A rainha egípcia torna-se amante dele, com quem tem dois filhos. A relação entre eles era vista como uma ameaça a Roma, pois Marco Antônio cedia aos apelos da amante prejudicando as conquistas romanas. Dessa forma, Otávio Augusto declara guerra ao casal. A derrota deles na batalha do Ácio é tão humilhante que ambos cometem suicídio, ele mata-se com a própria espada e ela deixa-se picar por uma cobra, morrendo envenenada, mas isso ainda não é algo comprovadoSendo assim, é possível ver a figura intrigante que foi Cleópatra, uma mulher ambiciosa que ousou governar seu país da forma mais inteligente possível, sempre em busca de vantagens. Foi mal vista e mal falada entre os romanos, adorada pelos egípcios, mas sua história de vida e de morte continuam sendo um grande mistério. Na verdade Cleópatra é como um mito, uma mulher bonita, sedutora e poderosa, um ícone feminino na história
Terra de tesouros e mistérios. E de maldições para quem ouse profanar os túmulos de reis que viveram há milênios. É essa a imagem do Egito popularizada em filmes de Hollywood como A Múmia e O Retorno da Múmia. Eles são exemplo do fascínio que aquela antiga civilização egípcia ainda desperta no imaginário popular. Com certeza, filmes desse tipo levam muitos jovens a sonhar com a carreira de arqueólogo.
No entanto, o Egito foi bem mais que tumbas. Sua civilização era uma das mais sofisticadas da Antiguidade. Diferentemente do que filmes e documentários podem sugerir, os egípcios não eram um povo fúnebre nem sinistro. Pelo contrário: gostavam de fazer festas (regadas a muita comida e vinho), de cuidar da aparência. E, assim como muitos de nós, acreditavam na vida após a morte.
A história do Egito antigo é enorme: começa por volta de 4500 a.C., quando surgem as primeiras comunidades agrícolas (e olhe que pode ter sido até antes: alguns livros falam em 5000 a.C.), e termina em 641 d.C., quando os árabes conquistaram a região e converteram seus habitantes à religião muçulmana. São mais de cinco milênios, e seria pretensão demais querer contar "tudo sobre o Egito antigo". Por isso, vamos destacar apenas certos aspectos dessa civilização, dando respostas para algumas das perguntas mais comuns.

Quem construiu as pirâmides?

As pirâmides do Egito foram construídas por trabalhadores recrutados entre a própria população, que recebiam alguma forma de pagamento, na forma de alimentos e de peças de cerâmica. Portanto não foram escravos, embora as condições de vida dos homens livres pobres não fossem lá muito melhores que as dos cativos. E, ao contrário do que afirmam livros e documentários sensacionalistas, as pirâmides certamente não foram erguidas por extraterrestres - nenhum arqueólogo que se preze vai dizer que visitantes de outro planeta as construíram.
A propósito: elas serviam para os faraós aproveitarem a vida após a morte. Por isso, achamos ali objetos que pertenciam a uma minoria. No Egito, encontramos muito menos vestígios arqueológicos que mostrem como viviam os pobres, a maioria da população. Isso acontece porque pobre morava em construções mais precárias, que não duravam tanto.

Como foram construídas as pirâmides?

Para erguer uma delas, era necessário o trabalho de milhares de homens ao longo de mais ou menos 25 anos. As estimativas variam, mas as pesquisas mais recentes falam de 10 mil a 40 mil trabalhadores (bem menos que as mais antigas, que mencionavam até 100 mil). Ao construí-las, era necessário investir praticamente todos os recursos do Estado. Blocos de calcário eram extraídos com martelos e outras ferramentas e transportados de barco pelo rio Nilo. Depois, eram arrastados até uma rampa em torno da primeira camada de pedras da pirâmide. Para isso, usavam-se trenós e rolos de feitos de troncos.
Hoje, investir em obras que tivessem comparativamente a mesma magnitude levaria qualquer país à falência. Donde a expressão "obras faraônicas" para indicar coisas construídas com dinheiro público por políticos que gostam de se promover gastando muito mais do que podem.

Como e por que se fazia a mumificação?

Os egípcios acreditavam que preservar o corpo era necessário para o espírito sobreviver após a morte. No início, a mumificação era muito cara, sendo reservada apenas aos faraós e outros nobres. A partir da 18ª dinastia (1570-1304 a.C.), o costume estendeu-se ao resto da população.
Os embalsamadores tinham conhecimentos de anatomia e medicina. O processo era complicado e levava 70 dias:
  • 1) Primeiro, extraíam-se o cérebro, as vísceras e todos os órgãos internos, para colocá-los em quatro vasos.
  • 2) Depois, desidratava-se o corpo com várias resinas (entre elas o natrão, um composto de sódio).
  • 3) Por fim, depois de 40 dias, ele era enfaixado com bandagens embebidas em óleos aromáticos.

O que representa a Esfinge? 

Esfinges são criaturas mitológicas com corpo de leão, cabeça de gente e (às vezes) asas de pássaro. São comuns tanto na cultura egípcia quanto na grega. A Esfinge de Gizé, a mais conhecida, é um dos símbolos da realeza egípcia e foi construída por Quéfren, o quarto faraó da 4ª dinastia (2575-2465 a.C.). Hoje sabemos que a Esfinge tem o rosto desse faraó. Ela teria sido construída para ser uma espécie de guardiã.
A Esfinge foi restaurada por um príncipe da 18ª dinastia, o qual teria sonhado que a Esfinge lhe disse que ele se tornaria faraó quando fizesse isso. A areia que a cobria foi retirada, e uma estela (coluna ou placa de pedra com inscrições) foi colocada entre suas patas, para comemorar o sonho e a restauração. Hoje, por causa da erosão, a Esfinge de Gizé está sendo restaurada de novo.
Curiosamente, os árabes conhecem a Esfinge de Gizé pelo nome Abu al-Hawl, que significa "Pai do Terror". O príncipe? Esse virou faraó Tutmés (ou Tutmósis) IV, que reinou em 1401-1391 a.C.

Os antigos egípcios eram negros?

O Egito fica na África, e isso contribuiu para membros da comunidade negra dos EUA afirmarem que os egípcios eram negros. A ideia até foi difundida num clipe de Michael Jackson, para a música "Remember the Time". Mas é tudo confusão com os núbios.
A Núbia se localizava em parte do território dos atuais Egito e Sudão. Os núbios construíram um império, que incluía o famoso Reino de Kush, e tiveram intenso intercâmbio cultural com os egípcios. Também construíram pirâmides, embora não tão grandes quanto as egípcias.
No século 8º a.C., eles invadiram e conquistaram o Egito, iniciando quase um século de domínio. Os reis núbios que então governaram o país são conhecidos como "faraós negros". Já os egípcios, pelo menos em sua maioria, não eram negros, mas brancos. No entanto, vale lembrar que houve miscigenação entre egípcios e núbios.

Os faraós eram considerados deuses?

Sim. Os faraós eram tidos como descendentes de Rá ou Aton, o deus-sol. Os egípcios acreditavam que ele tinha sido o primeiro governante do Egito. A própria terra era considerada "filha" de Rá, tendo sido entregue aos cuidados do "irmão", o faraó. Para manterem a "pureza" do sangue real, os faraós casavam com as próprias irmãs.
A suposta origem divina legitimava o poder do monarca. Assim, quem se opusesse ao faraó estaria cometendo sacrilégio, porque agiria contra os próprios deuses. Hoje, vivemos numa sociedade em que governo e religião são coisas separadas. No Egito Antigo, essa distinção causaria estranheza, pois as duas coisas estavam intimamente ligadas: o faraó era autoridade tanto política quanto espiritual, e os templos e sacerdotes se mantinham com o dinheiro dos impostos.

Qual era a religião dos egípcios?

Eles eram politeístas, isto é, acreditavam em vários deuses. Alguns destes eram representados com forma humana, e outros, com corpo de gente e cabeça de bicho. Era comum que um mesmo deus tivesse mais de um nome ou fosse representado com diferentes aparências. Entre as muitas divindades egípcias, podemos destacar:
  • 1) Osíris, herói de muitas lendas, considerado o juiz dos mortos. Foi assassinado por Seth, o deus do mal, mas conseguiu ressuscitar graças à irmã e esposa, Ísis, que tinha pedido ajuda a Anúbis, deus da mumificação e protetor das tumbas. Para alguns estudiosos, a história da morte e ressurreição de Osíris representa o "renascimento" da natureza: no Egito, havia os períodos de seca e de cheia do Nilo (quando as águas invadiam as casas, destruindo quase tudo), mas depois vinham as colheitas.
  • 2) Hórus, filho de Osíris e Ísis. Enquanto Osíris reina sobre os mortos, Hórus reina sobre os vivos. Era representado com corpo de homem e cabeça de falcão.
  • 3) Anúbis, já citado. Tinha corpo de homem e cabeça de chacal, o que é bastante curioso: os chacais são carniceiros, e isso não parece adequado a uma divindade protetora das tumbas.
  • 4) Rá ou Aton: o deus-sol. Em sua homenagem, Amenófis IV (que viveu no século XIV a.C.) adotou o nome Akhenaton ("aquele que serve Aton"). Esse faraó também decretou que Aton fosse o único deus cultuado. Assim, durante seu reinado, a religião passou do politeísmo ao monoteísmo (culto a um único deus). A intenção de Amenófis IV deve ter sido aumentar seu poder pessoal e diminuir o dos sacerdotes, que eram funcionários do Estado. Após a morte desse faraó, o politeísmo foi restabelecido.

É verdade que os gatos eram sagrados no Egito?

Sim. Os gatos estavam associados à deusa Bastet, representada com corpo de mulher e cabeça de gato. Era a protetora das grávidas. Também se acreditava que a deusa garantisse as pessoas contra doenças e demônios.
Pinturas com imagens de gatos são encontradas principalmente em tumbas do chamado Novo Império (o período de 1550 a.C. a 1070 a.C., quando o Egito foi governado pela 18a, 19ª e 20ª dinastia). Eles também são mencionados em vários papiros egípcios, tanto literários quanto místicos. Alguns desses textos alertam os leitores para que tomem cuidado com demônios que assumem a forma de gato.
Uma explicação possível para a adoração aos gatos está no fato de caçarem ratos. Os egípcios dependiam do cultivo do trigo, cujos grãos, armazenados, atraem os roedores. Ao caçarem os ratos, os gatos ajudavam a controlar uma praga que podia comprometer toda a produção agrícola

História do Egito Antigo

Religião politeísta, economia, sociedade, pirâmides, faraós, cultura e ciência dos egípcios, escrita hieroglífica, Rio Nilo, história da África, desenvolvimento científico, cultura e arte, resumo

Introdução 
 
A civilização egípcia antiga desenvolveu-se no nordeste africano (margens do rio Nilo) entre 3.200 a.C. (unificação do norte e sul) a 32 a.C. (domínio romano).
 
A importância do rio Nilo
 
Como a região é formada por um deserto (Saara), o rio Nilo ganhou uma extrema importância para os egípcios. O rio era utilizado como via de transporte (através de barcos) de mercadorias e pessoas. As águas do rio Nilo também eram utilizadas para beber, pescar e fertilizar as margens, nas épocas de cheias, favorecendo a agricultura.
 
Sociedade Egípcia 
 
A sociedade egípcia estava dividida em várias camadas, sendo que o faraó era a autoridade máxima, chegando a ser considerado um deus na Terra. Sacerdotes, militares e escribas (responsáveis pela escrita) também ganharam importância na sociedade. Esta era sustentada pelo trabalho e impostos pagos por camponeses, artesãos e pequenos comerciantes. Os escravos também compunham a sociedade egípcia e, geralmente, eram pessoas capturadas em guerras. Trabalhavam muito e nada recebiam por seu trabalho, apenas água e comida.  
 
Escrita no Egito Antigo 
 
A escrita egípcia também foi algo importante para este povo, pois permitiu a divulgação de ideias, comunicação e controle de impostos. Existiam duas formas principais de escrita: a escrita demótica (mais simplificada e usada para assuntos do cotidiano) e a hieroglífica (mais complexa e formada por desenhos e símbolos). As paredes internas das pirâmides eram repletas de textos que falavam sobre a vida do faraó, rezas e mensagens para espantar possíveis saqueadores. Uma espécie de papel chamado papiro, que era produzido a partir de uma planta de mesmo nome, também era utilizado para registrar os textos.  
 
Os hieróglifos egípcios foram decifrados na primeira metade do século XIX pelo linguista e egiptólogo francês Champollion, através da Pedra de Roseta.
 
 
 
 
 
 
Hieróglifos: a escrita egípcia
 
 


 
 
 


Economia 
 
A economia egípcia era baseada principalmente na agricultura que era realizada, principalmente, nas margens férteis do rio Nilo. Os egípcios também praticavam o comércio de mercadorias e o artesanato. Os trabalhadores rurais eram constantemente convocados pelo faraó para prestarem algum tipo de trabalho em obras públicas (canais de irrigação, pirâmides, templos, diques).  
 
Religião no Egito Antigo: a vida após a morte 
 
A religião egípcia era repleta de mitos e crenças interessantes. Acreditavam na existência de vários deuses (muitos deles com corpo formado por parte de ser humano e parte de animal sagrado) que interferiam na vida das pessoas. As oferendas e festas em homenagem aos deuses eram muito realizadas e tinham como objetivo agradar aos seres superiores, deixando-os felizes para que ajudassem nas guerras, colheitas e momentos da vida.  Cada cidade possuía deus protetor e templos religiosos em sua homenagem.
 
Mumificação 
 
Como acreditavam na vida após a morte, mumificavam os cadáveres dos faraós colocando-os em pirâmides, com o objetivo de preservar o corpo. A vida após a morte seria definida, segundo crenças egípcias, pelo deus Osíris em seu tribunal de julgamento. O coração era pesado pelo deus da morte, que mandava para uma vida na escuridão aqueles cujo órgão estava pesado (que tiveram uma vida de atitudes ruins) e para outra vida boa aqueles de coração leve. Muitos animais também eram considerados sagrados pelos egípcios, de acordo com as características que apresentavam: chacal (esperteza noturna), gato (agilidade), carneiro (reprodução), jacaré (agilidade nos rios e pântanos), serpente (poder de ataque), águia (capacidade de voar), escaravelho (ligado a ressurreição).
 
Civilização 
 
A civilização egípcia destacou-se muito nas áreas de ciências. Desenvolveram conhecimentos importantes na área da matemática, usados na construção de pirâmides e templos. Na medicina, os procedimentos de mumificação, proporcionaram importantes conhecimentos sobre o funcionamento do corpo humano.
 
Arquitetura egípcia 
 
No campo da arquitetura podemos destacar a construção de templos, palácios e pirâmides. Estas construções eram financiadas e administradas pelo governo dos faraós. Muitas destas construções foram erguidas com grandes blocos de pedra, utilizando mão-de-obra escrava. As pirâmides, a esfinge de Gizé e o templo de Ramsés II (em Abu Simbel) são as construções mais conhecidas do Egito Antigo.
 
Aconteceu na História do Egito:
 
- Por volta de 3100 a.C., o faraó Menés I funda a Primeira Dinastia egípcia ao unificar as diversas culturas do Nilo (Alto e Baixo Egito).
 
- Por volta de 2500 a.C., os egípcios começam a usar os papiros para produzir registros de diversas naturezas.
 
- Por volta de 1580 a.C., começa a ser escrito o Livro dos Mortos (escritos religiosos e místicos) em papiros. Eram colocados junto às múmias nos sarcófagos, que ficavam dentro das pirâmides.
 
- Por volta de 1260 a.C. foram construídos dois grandes e imponente templos, localizados em Abu Simbel (sul do Egito). Um em homenagem ao faraó Ramsés II e o outro a sua esposa Nefertari. O Templo de Ramsés é, atualmente, um importante complexo arqueológico e Patrimônio Mundial da UNESCO.
 
- No século XIV, o faraó Aquenáton (Amenófis IV) e sua esposa Nefertiti abandonam o politeísmo e implantam o monoteísmo, através da adoração de um único deus: Aton. Porém, o politeísmo voltou após a morte deste faraó.
 
Periodização:
 
- Antigo Império: de 3.200 a.C. até 2.100 a.C.
 
- Médio Império: de 2.100 a.C. até 1.580 a.C.
 
- Novo Império: de 1.580 a.C. até 715 a.C.
 
Você sabia?
 
- O ramo da História que estuda o Egito Antigo é conhecido como Egiptologia.

Akhenaton

Quem foi, faraó do Egito Antigo, informações, realizações, governo, implantação do monoteísmo

Quem foi
 
Akhenaton foi um faraó egípcio da 18º Dinastia Egípcia. Governou o Egito Antigo entre os anos de 1352 a.C. e 1336 a.C. Também conhecido como Amenófis IV,  passou para a história como aquele que fez importantes transformações sociais no Egito, além de ter realizado uma reforma no campo religioso. É considerado o primeiro reformador religioso da história da humanidade.
 
Akhenaton nasceu no ano de 1372 a.C. e faleceu em 1336 a.C. Foi casado com Nefertiti, que, segundo historiadores, teve grande influência política no reinado do faraó Akhenaton.
 
Principais realizações:
 
- Implantou o monoteísmo no Egito Antigo, estabelecendo o culto ao deus Aton (deus Sol, representado pelo disco solar). Neste contexto, proibiu o culto a outros deuses.
 
- Transferiu a capital do Egito de Tebas para Aquetaton, local em que ordenou a construção de um grande templo para o deus Aton.
 
- As mudanças religiosas vieram acompanhadas de mudanças artísticas, principalmente no estilo. Características naturalistas, embora sutis, são verificadas nas pinturas deste período.
 
Fim das reformas religiosas
 
Impopulares, a obrigação de culto e adoração a um único deus e a reforma religiosa realizada por Akhenaton duraram até o começo do reinado do faraó Tutancâmon (filho de Akhenaton). Os sacerdotes egípcios, que tinham muito poder, retomaram o politeísmo e o culto aos vários deuses do panteão egípcio.Akhenaton: o reformador religioso do Egito Antigo
Akhenaton: o reformador religioso do Egito Antigo


Nenhum comentário:

Postar um comentário