quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017


Acidentes históricos - Mar
22/02/2017

Titanic postado por luzia



O naufrágio do Titanic
O RMS Titanic afundou em 15 de abril de 1912, ao bater em um iceberg durante sua viagem inaugural de Southampthon (Inglaterra) para Nova York (EUA). No naufrágio morreram aproximadamente 1517 pessoas.

Majestoso como os Titãs da mitologia grega. Insubmergível, diziam os jornais da época. Assim foi lançado o Titânico, em 10 de abril de 1912. Entre passageiros e tripulação, o navio zarpou com 2.227 homens, mulheres e crianças a bordo, sob o comando do experiente capitão Edward J. Smith, que realizaria sua última viagem antes de se aposentar.

O navio foi construído em quase 5 anos e custou aproximadamente 450 milhões de dólares. Media 270 metros de comprimento, 28 metros de largura, altura de 30 metros sem contar as chaminés (equivalente a 11 andares) e peso aproximadamente 42.000 toneladas. Possuía três bibliotecas, academias para exercício, salão de jogos, uma quadra de squash, piscina, banhos turcos, sala escura para fotógrafos, elevadores, quartos com mobílias de madeiras nobres em fino acabamento, janelas panorâmicas para o mar e duas orquestras que se revezavam entre os passageiros. O famoso restaurante 'Café Parisiense' era decorado com colunas banhadas em ouro e objetos de prata finamente fabricados. Estava equipado, também, com o sistema Marconi, a mais moderna forma de comunicação sem-fios da época.

A viagem transcorreu tranquila durante seus quatro primeiros dias, com paradas em Cherbourg (França) e Queenstown - atual Cobh (Irlanda) para embarque e desembarque de passageiros e cargasMesmo recebendo mensagens de outros navios sobre a existência de icebergs pelo caminho, o capitão Smith continuou navegando em sua velocidade máxima (40 Km/h), porque os construtores queriam que o navio fosse considerado, além de luxuoso, o mais rápido da época, o que lhe renderia vantajosos contratos do correio intercontinental. O capitão considerava que o navio era grande demais para ser abatido por um iceberg.

A colisão do Titanic com um iceberg

Na noite de 14 de abril, o comandante Smith já tinha ido dormir e pedira ao Primeiro Oficial, William Murdoch, que assumisse seu posto e o avisasse sobre qualquer problema. Por volta de 23h40, o sino do cesto dos vigias tocou indicando algo no caminho do Titanic. Murdoch ordenou que se baixasse as portas à prova de água nos compartimentos inferiores, virasse ao máximo à esquerda e se fizesse marcha à ré a toda potência. Entretanto, a manobra não foi suficiente para evitar o encontro entre o navio e o iceberg.

O navio foi projetado para continuar navegando com três dos compartimentos inundados. Thomas Andrews, um dos projetistas do navio e passageiro na viagem, afirmou que o Titanic poderia até mesmo tolerar água em um quarto compartimento, mas o iceberg abriu rasgos em cinco compartimentos no casco. Andrews calculou que eles tinham por volta de uma hora ou uma hora e meia antes que o navio afundasse.

O capitão Smith agiu com rapidez. À 00h15, enviou uma série de mensagens de socorro. Uma das embarcações que responderam foi o Carpathia (navio a vapor da inglesa Cunard Line), que estava aproximadamente a 93 km de distância, e só conseguiria alcançar o local do naufrágio após 4 horas navegando em velocidade máxima. O navio americano Californian estava a 16 Km, mas o operador de telégrafo do navio não podia decodificar o sinal Marconi usado pelo Titanic e a tripulação do navio interpretou erradamente os sinais luminosos na distância da noite. Foguetes luminosos foram disparados a cada cinco minutos, porém, quaisquer embarcações que tivessem visto os fogos teriam que cruzar vagarosamente as perigosas formações de gelo para auxiliar o navio que afundava.

Devido à colisão com o iceberg ter sido sutil, praticamente nenhum passageiro percebeu que o navio estava em perigo. As pessoas que ouviram rumores de uma emergência os ignoraram, por considerarem o navio inafundável. Uma situação apressada e calamitosa aos poucos deu espaço para o caos, quando ficou claro que o navio não possuía botes salva-vidas em quantidade suficiente para garantir a segurança de todos.
O navio estava equipado com 3560 coletes salva-vidas de cortiça, 49 bóias e 20 botes (com capacidade para 1176 pessoas). À 00h25, o capitão ordenou à sua tripulação que começasse a baixar os primeiros botes com os passageiros da primeira classe. Devido a erros de organização, estes botes não saem com sua capacidade total, o que causará a morte desnecessária de dezenas de pessoas.

Desespero e heroísmo no Titanic

Conforme a água gelada (aproximadamente 2.2°C negativos) do oceano subia dentro do navio, os passageiros da primeira e segunda classes eram guiados em blocos para o convés mais alto. Os passageiros da terceira classe foram detidos nos conveses inferiores e só puderam subir ao convés dos botes após os membros da primeira e segunda classe terem sido embarcados. Muitos membros da terceira classe nunca haviam se afastado de suas cabines e acabaram se perdendo no labirinto de corredores do navio.

Por volta de 2h00 todos os botes salva-vidas haviam sido baixados e metade dos passageiros e tripulantes ainda permaneciam no navio. Eles afivelaram seus coletes salva-vidas enquanto a banda tocava a música "Mais perto, meu Deus, de Ti".
A essa altura, enquanto a parte dianteira afundava, a parte traseira do navio se elevava fora da água com a altura de um prédio de 25 andares. Trinta e uma mil toneladas de água haviam invadido a frente do navio. O capitão Smith dispensou oficialmente a tripulação do seu dever para que eles pudessem escolher seus destinos. As luzes, que funcionavam com dificuldades, apagaram-se definitivamente na noite e a antena de rádio foi cortada quando a segunda chaminé partiu-se e caiu sobre o convés.
Às 2h20 o navio partiu-se ao meio e afundou no Atlântico. O navio Carpathia, da empresa inglesa Cunard Line (que se transformaria na maior rival da White Star Line e a absorveria, tempos depois) foi o primeiro a chegar ao local no naufrágio e resgatou 705 sobreviventes.

Thomas Andrews, o celebrado projetista do navio, aguardou seu destino no Salão de Fumo da primeira classe. Ele nem mesmo usou um colete salva-vidas. O capitão Smith, o Primeiro Oficial William Murdoch, o Segundo Oficial Charles Lightoller, bem como a cúpula da tripulação, permaneceram no navio após evacuar o máximo de passageiros e, apesar da maioria usar coletes, morreram congelados nas águas polares.

Após o acidente foram modificadas as exigências e regras para a navegação, obrigando os navios a transportarem botes salva-vidas em quantidade suficiente para todos a bordo. Houve também a padronização do sistema de comunicação entre as embarcações e destas com a terra, entre outras medidas.

A classe Olympic

O Titanic foi o segundo navio de um total de três da classe Olympic, construídos pela White Star Lines. Seu antecessor chamou-se Olympic, ganhou o apelido de "velho confiável" e navegou de 1911 a 1935, quando foi desativado na cidade de Jarrow, na Inglaterra. O terceiro navio irmão chamou-se Britannic e foi confiscado antes de entrar em serviço pelo almirantado britânico quando começou a Primeira Guerra Mundial, tornando-se um navio hospital. Entrou em operação em 23 de dezembro de 1915 e afundou em 21 de novembro de 1916 na costa da Grécia, atingido por uma mina lançada duas semanas antes por um submarino alemão.
Não deixa de ser irônico pensar que dos três gigantescos navios, a cada novo lançamento eram acrescentadas melhorias para garantir mais segurança e conforto. Entretanto, somente o primeiro dos três sobreviveu às circunstâncias.

A saga do Titanic e seus navios irmãos mostra que a arrogância e ganância dos homens não superam os acasos da natureza e da História.




Olympic e Titanic ( Belfast - Irlanda do Norte / Setembro de 1911 )

Britannic

Britannic naufragado ( Costa da Grécia no Mar Mediterrâneo / 2010 )

Titanic naufragado ( Norte do Oceano Atlântico / 2012 )

domingo, novembro 21, 2010

HMHS BRITANNIC - 94 ANOS DO SEU NAUFRÁGIO


O RMS Britannic foi o último dos três navios que a Harland and Wolff construiu para a White Star Line. A quilha foi construída antes da viagem inaugural do Titanic, mas a construção foi paralisada depois que o Titanic afundou. Antes da retomada da construção, vários mudanças foram feitas ao Britannic, inclusive um casco duplo e anteparas aprova d'água que alcançavam até o deck "B" - as antepara aprova d'água do Titanic só iam até o deck "E". Ele seria chamado de RMS Gigantic, mas foi mudado para Britannic logo após a catástrofe do Titanic.

Estas modificações fizeram do Britannic o maior tonelagem bruta, cerca de 48.158 toneladas. Como um navio hospital ele era aproximadamente 5% maior e provavelmente teria alcançado as 50.000 toneladas quando convertido a um transatlântico comercial. A White Star ficou obcecada com a segurança de seus navios depois do desastre do Titanic.

Ele foi lançado em 26 de fevereiro de 1914 e a White Star anunciou que ela faria a linha entre Southampton a Nova Iorque a partir da primavera de 1915. Com o início da Primeira Guerra Mundial, em 13 de novembro de 1915 ele foi requisitado pelo almirantado e oficialmente foi completado como um navio hospital. Sua parte interna quase completadas foi convertida em dormitórios e quartos operacionais. Atracou em Liverpool no dia 12 de dezembro de 1915 debaixo de uma pesada escolta armada. Foi equipado para a função de navio hospital com 2.034 cabines e 1.035 camas para vítimas. Um pessoal médico de 52 oficiais, 101 enfermeiras, 336 ordenanças, e uma tripulação de 675 homens e mulheres. O navio estava sob o comando do Capitão Charles A. Bartlett.

O Britannic foi comissionado como HMHS "His Majesty's Hospital Ship", Navio Hospital da Vossa Majestade. Sua primeira viagem em 23 de dezembro de 1915, com destino a Moudros na ilha de Lemnos. Ele foi juntar-se ao Mauretania, Aquitania, e seu irmão, o Olympic, no "Serviço de Dardanelles". Juntos os cinco navios eram capazes de levar 17.000 doentes e feridos ou 33.000 soldados. Por causa de seus tamanhos, os cinco navios inclusive o Britannic tinham que ancorar em águas muito profundas e confiar em oito navios balsas menores para transportar os feridos e doentes das docas do front de batalha até eles.

O Natal foi celebrado no Britannic quando ele estava rumo ao porto de carvão de Nápoles, onde chegou dia 28 de dezembro, 1915. Uma vez abastecido, ele partiu dia 29 de dezembro com destino a Moudros, onde passou quatro dias vendo o começo do ano de 1916 e resgatando 3.300 feridos e pessoal militar doente.

O Britannic retornou a Southampton em 9 de janeiro de 1916 onde os pacientes que transportava foram transferidos a hospitais em Londres. Sua segunda viagem foi pequena. Teve que ir buscar feridos em Nápoles e retornou a Southampton dia 9 de fevereiro de 1916. A terceira viagem foi igualmente monótona como as anteriores. Passou quatro semanas como hospital flutuante na Ilha de Wight Cowes. Após isso o Britannic voltou a Belfast em 6 de junho de 1916 e foi devolvido a White Star Line. A Harland and Wolff começou a convertê-lo para um navio de linha mais uma vez, mas o trabalho foi detido quando o Almirantado solicitou-o novamente para serviços de guerra. Então ele voltou uma vez mais a Southampton em 28 de agosto de 1916.

O Britannic começou sua quarta viagem em 24 de setembro de 1916 com membros do Departamento de Ajuda Voluntária, a bordo. Estes membros do DAV seriam transportados a Mudros. Seguindo para abastecimento em Nápoles, o navio chegou a Mudros no dia 3 de outubro de 1916. O Britannic foi detido em Mudros enquanto os funcionários investigavam a possível causa de intoxicação gastrointestinal que tiverem algumas pessoas. O navio retornou a Southampton em 11 de outubro de 1916.

A quinta viagem teve novamente a escala Southampton, Nápoles e Mudros. No último dia dessa viagem o Britannic enfrentou mares revoltosos e tempestades. Após enfrentar as tormentas retornou finalmente a Southampton com mais de 3.000 feridos. O Aquitania sofreu sérios danos durante a tempestade e deve que atracar para reparos. Por causa disso Britannic foi convocado para sua sexta viagem depois de quatro dias ancorado.

O Britannic partiu de Southampton num domingo, dia 12 de novembro de 1916. O tempo estava tranqüilo. Ele não levava nenhum "passageiro". No dia 17 de novembro de 1916, chegou a Nápoles, para abastecer e partir no sábado, mas uma tempestade feroz atrasou sua partida.

Terça-feira, 21 de novembro de 1916, um dia perfeito. O Britannic estava navegando pelo Canal de Kea no mar Egeu, em plena Primeira Guerra Mundial. Logo após as 8:00 da manhã, uma tremenda explosão golpeou o Britannic, adernou e começou afundar muito depressa pela proa. O Capitão Bartlett experimentou encalhar o Britannic na Ilha de Kea, mas não teve sucesso. Em 55 minutos, o maior transatlântico da Inglaterra, com apenas 351 dias de vida, afundou. A explosão ocorreu aparentemente entre a 2ª e a 3ª antepara a prova d'água e a antepara 2 e 1 também foram danificadas. Ao mesmo tempo, começou a fazer água na sala de caldeiras 5 e 6. Este era asperamente o mesmo dano que levou seu irmão, o Titanic, a afundar.

O capitão Charles Bartlett foi o último a abandonar o navio e infelizmente 30 pessoas morreram na ocasião quando havia mais de 1100 a bordo. A maioria destas mortes ocorreu quando os hélices emergiram das águas e sugou alguns barcos salva-vidas. Os motores ainda estavam em funcionamento, pois na correria de tentar encalhar o navio e ao mesmo tempo tentar entrar nos botes, esqueceram de parar os motores.

O Britannic está tombado de lado a apenas 350 pés (107m) de profundidade. Tão raso que a proa bateu no fundo antes dele afundar totalmente, e devido ao imenso peso do navio a proa se retorceu toda. Ele foi descoberto em 1976 em uma Exploração dirigida pelo oceanógrafo Jacques Cousteau. Ele está totalmente intacto exceto pelo buraco provocado pela explosão e pela proa curvada e retorcida.

É fácil distinguir o Britannic de seus irmãos, devido aos gigantescos turcos de barco salva-vidas, e também porque a maioria das fotografias suas mostram ele todo pintado de branco com uma faixa verde pintada no casco de proa a popa, separada apenas por 3 grandes cruzes vermelhas de cada lado, designando-o como um navio hospital. O HMHS Britannic nunca chegou a receber um centavo para transportar um passageiro.

O Britannic é hoje o maior transatlântico naufragado.
SOBREVIVENTES NO BRASIL
No ano de 1924, o Brasil teve a visita de dois sobreviventes do RMS Titanic. Os sobreviventes foram:

Anton Kink passageiro da 3ª classe e sobrevivente no bote número 2. Em 1924 Anton Kink decidiu emigrar para o Brasil junto com sua esposa e filha. Em 1939, retornou para Graz, na Áustria.


Eleanor Widener (née Elkins), passageira da 1ª classe e sobrevivente no bote número 4. Em 1915, casou-se com o geógrafo e explorador Dr. Alexander Hamilton Rice, e nos próximos anos, o acompanharia em várias expedições pela América do Sul, inclusive uma que ocorreu na Amazônia, em 1924.

DEPOIMENTO POR 32.000 DÓLARES

O depoimento escrito de uma sobrevivente do "Titanic", contando o naufrágio do transatlântico em 1912, no qual morreram 1.500 pessoas, foi arrematado por 20.000 libras ( U$ 32.000,00 / R$ 53.000,00 ) num leilão realizado no dia 17/10/2010, no sul da Inglaterra.

A oferta final do comprador, um colecionador da Europa do Leste, que preferiu não ter o nome divulgado, foi superior às estimativas mais otimistas da empresa encarrega dos lances, de 15.000 libras ( U$ 24.000,00 / R$ 40.000,00 ).

No documento, a londrina Laura Francatelli, secretária do barão britânico Sir Cosmo Duff-Gordon, evoca os “gritos e o pranto” de centenas de passageiros presos no navio que afundava inexoravelmente. (Foto acima: Laura Francatelli, em pé, na segunda à direita, ao lado de Lady Lucy Duff-Gordon e Sir Cosmo Duff-Gordon, no Carpathia, após o resgate.)

A água começou a subir. Um homem colocou-me um colete salva-vidas dizendo que se tratava de uma simples precaução e que não deveria me preocupar”, relata a sobrevivente, dirigindo-se à comissão britânica que investigou o naufrágio do Titanic.

Houve um “rugido gigantesco” no afundamento, segundo sobrevivente.

Quando chegamos à cobertura superior, já estavam baixando os botes de salvamento. Dei-me conta de que o mar estava mais alto e disse a Sir Cosmo Duff-Gordon “estamos afundando” e ele respondeu: “bobagem”, recorda Laura Francatelli.

Depois de algum tempo, sentaram-nos num bote dizendo que deveríamos remar para nos afastarmos do navio.”

Umas pessoas diziam que se o Titanic afundasse nos arrastaria”, escreveu ela.

Estávamos longe quando vimos elevar-se a popa e o navio ir a pique. Houve um rugido gigantesco e, depois, gritos e choro.”


No dia 16/05/2007, a casa de leilões Christie's vendeu em Londres por R$ 240 mil, um colete salva-vidas usado por Laura Francatelli.
Clique aqui para rever a matéria.

Laura Francatelli faleceu em 1967, tinha 31 anos quando o Titanic naufragou na madrugada do dia 15 de abril de 1912, depois de se chocar contra um iceberg.
A FOTO
Na comunidade Titanic - Fatos Históricos no Orkut foi criado um tópico com um assunto muito interessante. A veracidade de uma foto do Titanic partindo de Southampton em 1912. A questão foi colocada pelo nosso amigo Marcos e discutida com vários participantes do grupo.
A minha opinião com relação à foto foi de que era falsa. Eu já havia visto aquela foto em setembro de 2005 e dito na época que era falsa. Recordo até de mostrá-la ao Jesse e o mesmo também concordou ser falsa. O navio em questão é o Olympic adaptado para Titanic.
Vou dar as minhas conclusões:

1 – Vejam a parte do Deck A onde é fechado. Notaram com o zoom ou até mesmo sem zoom que tem uma coloração diferente do resto do deck.

2 – Olhem o espaçamento das janelas no Deck B. Chega a um ponto que se torna um borrão, em momento algum em outras fotos isto ocorre.

3 – Qual o motivo de esconder o tampão de madeira? Aquilo era fixo e não móvel.

4 – Dei falta de dois guindastes na popa. Observem nesta foto retirada do livro Titanic – The Ship Magnificent Volume 1, página 23. Pertence a Coleção particular de R.Terrell-Wright.



5 – Pelo ângulo da foto mostrada pelo Marcos, a mesma foi tirada no passadiço do porto. Acontece que naquela época não havia zoom ou como se dizia: “objetivas com diferentes distâncias focais”. Procurei em vários sites sobre câmeras e fotografias e descobri que somente na década de 20 é que ocorreu esta revolução.

6 – A assinatura de Millvina Dean é falsa. Localizei no Google vários postais com a assinatura da sobrevivente.

Estas foram as minhas conclusões. Que fique claro que não sou perito, não tenho programas para averiguar a falsidade da foto.

Finalmente, após muitas pesquisas, dois meses depois do nosso amigo Marcos ter criado o tópico, o nosso amigo Rodrigo Pilles localizou a foto original.

JOVENS NO TITANIC 22/02/2017


Na semana passada, no dia 12 de Outubro, colocamos uma relação das crianças a bordo do RMS Titanic, após a publicação do post, houve perguntas sobre os jovens que estavam no navio.

Ao todos eram 77 jovens entre 15 e 17 anos. Dos 77 jovens, apenas 22 jovens sobreviveram isto de acordo com as informações do Encyclopedia Titânica.


SOBREVIVENTES
Abelseth, Miss Karen Marie
Andersson, Miss Erna Alexandra
Ayoub Daher, Miss Banoura
Brown, Miss Edith Eileen
Collins, Mr John
Corr, Miss Helen
Cribb, Miss Laura Mae
Dick, Mrs Vera
Gilnagh, Miss Mary Katherine "Katie"
Hippach, Miss Jean Gertrude
Ilett, Miss Bertha
Lehmann, Miss Bertha
Lines, Miss Mary Conover
Madill, Miss Georgette Alexandra
Mcgowan, Miss Anna "Annie"
Najib Kiamie, Miss Adele "Jane"
O'leary, Miss Hanora "Nora"
Silvén, Miss Lyyli Karoliina
Smyth, Miss Julia
Thayer, Mr John Borland Jr
Thomas, Mrs Thamine "Thelma"
Yazbeck, Mrs Selini "Celiney"


FALECIDOS
Abbott, Mr Rossmore Edward
Allen, Mr Frederick
Allum, Mr Owen George
Andrew, Mr Edgar Samuel
Attalah, Miss Malake
Bailey, Mr Percy Andrew
Barratt, Mr Arthur
Burns, Miss Mary Delia
Calic, Mr Jovo
Calic, Mr Petar
Carrau, Mr José Pedro
Crovella, Sig. Luigi/Louis
Culumovic, Mr Jeso
Davies, Mr Joseph
De Pelsmaeker, Mr Alfons
Dika, Mr Mirko
Donati, Sig. Italo Francesco
Eklund, Mr Hans Linus
Elias, Mr Joseph Jr.
Ford, Mr William Neal Thomas
Gaskell, Mr Alfred
Goodwin, Miss Lillian Amy
Hargadon, Miss Catherine "Kate"
Harris, Mr Clifford Henry
Hoare, Mr Leonard James
Hopkins, Mr F.
Humby, Mr Frederick
Jabbur (Zabour), Miss Hileni
Jensen, Mr Svend Lauritz
Jones, Mr Albert
Kallio, Mr Nikolai Erland
Lane, Mr Patrick
Mudd, Mr Thomas Charles
Nakhli, Mr Toufik
O'connell, Mr Patrick Denis
O'connor, Mr Maurice
Osén, Mr Olaf Elon
Pacey, Mr Reginald Lvan
Panula, Mr Ernesti Arvid
Peracchio, Sig. Sebastiano
Piatti, Sig. Louis
Pokrnic, Mr Mate
Price, Mr Ernest
Pulner, Mr Uscher
Rush, Mr Alfred George John
Russell, Mr Boysie Richard
Sadowitz, Mr Harry
Sage, Mr Frederick
Samaan, Mr Elias
Samaan, Mr Youssef ("Joseph")
Thaler, Mr Montague Donald
Thomas/Tannous, Mr Tannous
Turvey, Mr Charles
Vanderplancke, Mr Leo Edmondus
DIA DAS CRIANÇAS

Em comemoração ao Dia das Crianças, o Blog resolveu neste ano homenagear todas as crianças que estavam a bordo do RMS TITANIC, que naufragou na madrugada do dia 15 de abril de 1.912.

Ao todos eram 127 crianças entre 2 meses de idade a 14 anos. Das 127 crianças, apenas 63 crianças sobreviveram isto de acordo com as informações do Encyclopedia Titânica.


SOBREVIVENTES
Aks, Master Frank Philip
Allison, Master Hudson Trevor
Asplund, Master Edvin Rojj Felix
Asplund, Miss Lillian Gertrud
Baclini, Miss Eugenie
Baclini, Miss Helene Barbara
Baclini, Miss Marie Catherine
Becker, Master Richard F.
Becker, Miss Marion Louise
Becker, Miss Ruth Elizabeth
Caldwell, Master Alden Gates
Carter, Master William Thornton Ii
Carter, Miss Lucile Polk
Collyer, Miss Marjorie Charlotte "Lottie"
Coutts, Master Neville Leslie
Coutts, Master William Loch "Willie"
Davies, Master John Morgan Jr
Dean, Master Bertram Vere
Dean, Miss Elizabeth Gladys
Dodge, Master Washington
Drew, Master Marshall Brines
Emanuel, Miss Virginia Ethel
Goldsmith, Master Frank John William
Hämäläinen, Master Viljo Unto Johannes
Harper, Miss Annie Jessie
Hart, Miss Eva Miriam
Hirvonen, Miss Hildur Elisabeth
Johnson, Master Harold Theodor
Johnson, Miss Eleanor Ileen
Karun, Miss Manca
Kink-Heilmann, Miss Luise Gretchen
Laroche, Miss Louise
Laroche, Miss Simonne Marie Anne Andrée
Mallet, Master André Clement
Mellinger, Miss Madeleine Violet
Moor, Master Meier
Moubarek, Master Gerios ("George _")
Moubarek, Master Halim Gonios ("William George")
Nakid, Miss Maria
Navratil, Master Edmond Roger
Navratil, Master Michel Marcel
Nicola-Yarred, Master Elias ("Louis Garrett")
Nicola-Yarred, Miss Jamila ("Amelia Garrett")
Olsen, Master Artur Karl
Peter / Joseph, Master Michael J. ("Michael Joseph")
Peter / Joseph, Miss Anna ("Mary Joseph")
Quick, Miss Phyllis May
Quick, Miss Winifred Vera
Richards, Master Sibley George
Richards, Master William Rowe
Ryerson, Master John Borie
Sandström, Miss Beatrice Irene
Sandström, Miss Marguerite Rut
Spedden, Master Robert Douglas
Svensson, Mr Johan Cervin
Thomas/Tannous, Master Assad Alexander
Touma, Master Georges Youssef ("George Thomas")
Touma, Miss Maria Youssef ("Mary Thomas")
Watt, Miss Robertha Josephine "Bertha"
Wells, Master Ralph Lester
Wells, Miss Joan
West, Miss Barbara Joyce
West, Miss Constance Mirium


FALECIDOS
Abbott, Mr Eugene Joseph
Allison, Miss Helen Loraine
Andersson, Master Sigvard Harald Elias
Andersson, Miss Ebba Iris Alfrida
Andersson, Miss Ellis Anna Maria
Andersson, Miss Ingeborg Constanzia
Andersson, Miss Sigrid Elisabeth
Asplund, Master Carl Edgar
Asplund, Master Clarence Gustaf Hugo
Asplund, Master Filip Oscar
Boulos, Master Akar
Boulos, Miss Nourelain
Danbom, Master Gilbert Sigvard Emanuel
Ford, Miss Robina Maggie
Goodwin, Master Harold Victor
Goodwin, Master Sidney Leslie
Goodwin, Master William Frederick
Goodwin, Miss Jessie Allis
Goodwin, Mr Charles Edward
Hassan Abilmona, Mr Houssein Mohamed
Johnston, Master William Andrew
Johnston, Miss Catherine Nellie
Klasén, Miss Gertrud Emilia
Lefebvre, Master Henry
Lefebvre, Miss Ida
Lefebvre, Miss Jeannie
Lefebvre, Miss Mathilde
Lenox-Conyngham, Master Dennis
Lenox-Conyngham, Miss Eileen
Nasser, Mrs Adele
Odell, Master Jack
Pålsson, Master Gösta Leonard
Pålsson, Master Paul Folke
Pålsson, Miss Stina Viola
Pålsson, Miss Torborg Danira
Panula, Master Eino Viljam
Panula, Master Jaako Arnold
Panula, Master Juha Niilo
Panula, Master Urho Abraham
Peacock, Master Alfred Edward
Peacock, Miss Treasteall
Rice, Master Albert
Rice, Master Arthur
Rice, Master Eric
Rice, Master Eugene Francis
Rice, Master George Hugh
Rosblom, Miss Salli Helena
Sage, Master Anthony William
Sage, Master Thomas Henry
Sage, Miss Constance Gladys
Sage, Miss Dorothy
Sage, Miss Elizabeth Ada
Seman, Master Betros
Skoog, Master Harald
Skoog, Master Karl Thorsten
Skoog, Miss Mabel
Skoog, Miss Margit Elizabeth
Ström, Miss Telma Matilda
Sweet, Mr George Frederick
Van Billiard, Master James William
Van Billiard, Master Walter John
Van Impe, Miss Catharina
Veström, Miss Hulda Amanda Adolfina

100 anos depois: Fãs fazem expedição aos destroços do Titanic

O megassucesso de bilheteira Titanic, realizado por James Cameron, retrata, com uma boa dose de romance à mistura, a tragédia do naufrágio de 1912. Passados cem anos sobre a tragédia que tirou a vida a 1500 pessoas, algumas empresas propõe aos fãs de Titanic ver os destroços do navio de perto, bem perto. Cada expedição dura em média 5 dias cada e leva o viajante ao local onde se encontram os destroços do célebre navio, afundado na sua viagem inaugural.

Este programa exclusivo, para o mínimo de vinte pessoas, leva os participantes numa viagem ao passado e às memórias ainda vivas do Titanic. Para chegar até às profundezas é necessário descer mais de três mil metros. A descida até o navio é feita num submarino russo, semelhante ao usado nas filmagens do filme de Cameron.
Transportados um a um nesta unidade, os aventureiros têm a possibilidade de observar, com recurso de última geração, os pedaços do navio cobertos de lodo, objetos pertencentes aos seus ocupantes e peças de mobiliário que guardam uma das histórias mais famosas do século XX.

Durante as sessões de mergulho vários peritos no assunto explicam detalhes aos participantes como se foi o acidente e as suas consequências. A viagem por terra inicia-se em Halifax, capital da Nova Escócia, o local onde se refugiaram muitos dos sobreviventes que conseguiram escapar.


SEGREDOS NA DESCOBERTA DO TITANIC

A busca dos restos do transatlântico "Titanic" está relacionada com uma missão secreta de espionagem que tentava encontrar dois submarinos nucleares afundados durante a Guerra Fria, declarou o oceanógrafo que localizou o famoso barco naufragado em 1912.

O Dr. Robert Ballard, o homem que liderou a busca para localizar os destroços do Titanic, revelou que a busca pelo navio foi apenas uma camuflagem para a missão verdadeira de inspecionar os restos de dois submarinos nucleares da Guerra Fria: o Tresher e o Scorpion.

O professor Bob Ballard confirmou que foi obrigado a buscar os restos dos dois submarinos afundados durante a década de 60, em uma missão secreta financiada pela marinha norte-americana, antes de ser autorizado a encontrar o Titanic.

O submarino Tresher (foto abaixo), nave de ataque mais avançada da marinha norte-americana desapareceu com uma equipe de 129 trabalhadores. O Scorpion desapareceu com 99 tripulantes. Existem especulações que indicam que este último foi derrubado pelas forças soviéticas.

O pesquisador, fascinado pela história do Titanic, desenvolveu um robô especializado em buscas marítimas no início da década de 1980. Alguns anos depois, procurou a marinha norte-americana para conseguir fundos para busca do navio histórico. Os militares não estavam interessados em gastar fortunas para encontrar os restos do Titanic, mas estavam curiosos em saber o que aconteceu com os submarinos que desapareceram na Guerra Fria.

Duas décadas depois, Bob Ballard admitiu que localizou e inspecionou os destroços dos submarinos em missões secretas antes de ter permissão para localizar o Titanic.

"Eu não podia contar para ninguém. Eu estava sob muita pressão e era uma missão secreta. Achei que foi uma troca justa para ter a chance de olhar o Titanic", disse o pesquisador.

Bob Ballard também contou que não foi informado sobre os resultados de sua pesquisa e que só veio comentar agora porque as informações deixaram de ser altamente confidenciais. “Nós entregamos os dados para os especialistas e eles nunca nos contaram o que concluíram.” Nosso trabalho era apenas coletar dados. Eu só posso falar de tudo isto agora porque o assunto não é mais confidencial.

Ballard recebeu financiamento para embarcar em 1984 nas expedições submarinas que tinham como objetivo encontrar o "USS Thresher", na costa leste dos Estados Unidos, e do "USS Scorpion" (foto acima), no leste do Oceano Atlântico.

Uma vez concluídas ambas as missões, o especialista conseguir encontrar em 1985 os restos do "Titanic", afundado em 1912 após bater em um iceberg, acidente que causou mais de 1.500 mortos.


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